segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Penetração


Vamos agora adentrar um assunto da mais extrema importância.  Até porque, no estudo da sexualidade para a Nova Era que se inicia, nada se faz mais importante do que analisar o aspecto que verdadeiramente é capaz de gerar uma nova vida física, um novo corpo onde um espírito irá se utilizar para cumprir sua jornada encarnatória.  Portanto, estou falando de algo da mais alta categoria Divina, e no entanto tornou-se algo tão banalizado que torna-se difícil entender como algo de tamanha importância pôde ser tão diminuído assim. 

Estou falando da penetração dos genitais, daquilo que nos conecta sexualmente, ao nível do chacra sexual, a um outro indivíduo do sexo oposto com o intuito de criar uma nova vida, e que ao mesmo tempo nos torna literalmente Um com um outro ser encarnado, enquanto fazemos uso de corpos físicos para cumprir nossas jornadas encarnatórias.  Algo tão sagrado e tão elevado, que simplesmente tornou-se algo tão banalizado, que constituiu um objeto de obsessão sexual de homens e mulheres, no que diz respeito a sexualidade humana como a conhecemos hoje.


Os homens tornaram-se tão obcecados com a penetração sexual, que isso possibilitou a criação de um nicho da indústria farmacêutica todo voltado para a fabricação de medicamentos que induzissem ereções artificiais que poderiam durar horas.  Tudo em nome de um desempenho sexual todo baseado na penetração genital, imposto como padrão indiscutível por uma outra indústria: a da pornografia.  E esse padrão de relacionamento sexual todo centrado na penetração genital foi algo totalmente aceito e defendido por homens e mulheres ao longo de todos estes últimos 50 anos.

Alguém alguma vez parou para pensar na insanidade disso tudo?  Desconsiderando que hoje temos informações novas provenientes dos nossos irmãos galácticos Pleiadianos, de que a mulher pode ter total controle de seu próprio corpo, e através do poder da intenção simplesmente escolher não engravidar, e desta forma evitar a concepção de uma nova vida não planejada...  Alguém alguma vez chegou a pensar no quanto estavam brincando de "Roleta Russa" ao longo de todos esses anos, e que no caso quem iria carregar essa bala por 9 meses seriam as mulheres?

Para aqueles que não sabem o que é uma "Roleta Russa", trata-se de um jogo mortal defendido pela máfia russa, onde um revólver de tambor com capacidade para 5 ou 6 balas era usado para desafiar um possível traidor da máfia, onde o chefão o desafiava a dar um tiro na cabeça como prova de coragem e lealdade, onde era colocada apenas uma bala no tambor, e esse tambor era girado várias vezes para que não se soubesse a localização exata dessa única bala.  Portanto o desafiado deveria puxar o gatilho sem saber ao certo se aquele era seu último momento de vida, onde ele colocaria uma bala em sua própria cabeça, ou não! 

Quanta crueldade, não é mesmo?!  A humanidade sempre foi capaz das piores atrocidades, mas também dos atos mais elevados de puro Amor Incondicional.  Sempre fomos uma raça de limites exagerados.  É para isso que existe o Livre Arbítrio, não é verdade?

Mas voltando a questão sexual, essa foi uma brincadeira que foi levada muito a sério, e encarada como padrão de relacionamento sexual.  Quantas mulheres, ao longo de todos esses anos, não carregaram essa "bala" no ventre por 9 meses?  Quantas vidas geradas em ambientes despreparados de educar e cuidar dessas novas vidas?  Quantas vidas desnorteadas, de mães que deram a luz sem nem estarem casadas, ou mesmo sequer saberem quem foi o pai da criança?  Quantos abortos não poderiam ter sido evitados, se simplesmente se fizesse uso de bom senso?

A irresponsabilidade sempre imperou nesse meio, mas tudo por conta do encorajamento da indústria pornográfica que sempre incentivou o sexo penetrativo como a única forma válida de se relacionar sexualmente.

Por isso se vê essa banalização de uma categoria de relacionamento sexual que deveria ser melhor valorizada e totalmente repensada.  Porque também isso sempre foi feita de forma totalmente equivocada!

No mundo do "desempenho sexual" insano, sempre o que se valorizou foi o quanto o homem poderia se mostrar "macho" o suficiente de penetrar o genital feminino de forma feroz e rápida, o mais rápido possível para que isso pudesse gerar a maior quantidade de orgasmos possíveis!  Para esses ditos "profissionais do sexo", penetração genital era como estar perfurando um novo poço de petróleo em um terreno extremamente duro, onde se teria que aplicar golpes com a broca para poder cavar mais fundo.  Sei que a analogia pode ser grosseira e rude, mas a idéia é mesmo chocar para dar uma idéia clara da insanidade que uma relação sexual heterossexual sempre teve.

Quantos genitais doentes foram gerados nesse processo.  E nisso, houve uma outra indústria médica que se desenvolveu da necessidade de manter esses genitais saudáveis.  Na verdade, duas: ginecologia e urologia!  A medicina também faturou horrores com essa deturpação e banalização da penetração genital imposta na sexualidade humana.

Conseguem perceber a manipulação desse meio?  Será que Sexo se resume de fato a isso?

A penetração genital deveria ser algo muito mais carinhoso e lento.  Assim como já falei da importância de se amar incondicionalmente nossos corpos, também já falei da importância de termos profundo respeito pelos nossos genitais.  Mas não só isso, torna-se ainda mais importante de termos profundo respeito por essa forma de interação sexual por saber que se trata de algo que nos possibilita criar uma nova vida física, portanto algo de uma dimensão Divina incomensurável!

Primeiramente, devo dizer que a penetração genital deve ser algo a só ser empreendido depois que o casal, homem e mulher...

Me permitam uma observação importante: Isso certamente não poderia se aplicar aos casais homossexuais.  A não ser, talvez, aos casais homossexuais masculinos!  Tenham amor aos seus ânus, por favor...  Seu ânus, certamente, é tão importante quanto seu genital!

Mas, voltando ao assunto, o homem e a mulher só devem empreender a penetração genital depois de alguns meses de construção da sua intimidade, tanto física quanto espiritual.  Depois de já terem construído uma cumplicidade muito grande, de estarem totalmente à vontade com seus corpos e com a nudez compartilhada, depois de já terem dividido muitos orgasmos, seja através de troca de masturbação, seja através de sexo oral.  Ou seja, devem estar totalmente integrados intimamente, sem possuírem mais nenhum resquício de desconforto um com o outro, e terem construído um Amor Incondicional, um respeito mútuo, uma integração absoluta entre si. 

Só então, essa penetração genital deveria ser considerada.  E aí, o que vale é a vontade de vocês!  Vocês vão decidir qual a melhor posição para isso, qual a intensidade, qual a velocidade perfeita para atingirem o orgasmo, etc.  Experimentem, é o melhor que podem fazer!  Explorem um pouco de pompoarismo, ou talvez só sentir um conectado ao outro...  Lembrem-se das regras do Tantra: estejam presentes no momento!  Degustem, observem as sensações, sinta um ao outro.  Tudo deve ser lento, carinhoso e muito prazeroso.

No mais, basta fazer isso como uma expressão de Amor Incondicional: a si mesmos, aos seus corpos e aos seus genitais.



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Respeito a Si Mesmo



Nessa Nova Era que se inicia, devemos ter respeito primordialmente a quatro coisas fundamentais:

1.   Nossa Consciência:

Essa, certamente, é a parte mais importante.  Termos total respeito a nossa consciência de sermos Divinos, sermos Seres co-criadores, portanto parte muito importante da grande Obra Divina, e não apenas espíritos dentro de um corpo de carne.

2.   Nosso Corpo:

Enquanto Seres encarnados, e tendo a consciência de sermos Divinos, é muito importante que tenhamos verdadeiro Amor pelo veículo de carne que nos é fornecido para podermos fazer parte da criação Divina de um mundo material.  Portanto, devemos ter a consciência que nosso corpo é um veículo inteligente projetado para nos servir em sua totalidade, e como tal merece ser totalmente amado e respeitado.  E por que não dizer, celebrado!

3.   Nossa Liberdade:

Todos são Seres livres e únicos.  Tirando o fato de Sermos UM com o todo da criação Divina Universal, temos nossa identidade que nos torna únicos e livres para assumirmos as nossas características particulares.  Temos o direito de ir e vir como qualquer Ser Livre, e temos o direito de primogenitura de sermos Divinamente felizes.

4.   Nossa Libido:

Como consciências encarnadas em um corpo, somos Seres sexuais por natureza, pois é dessa forma que nos reproduzimos e criamos novas oportunidades para mais Seres espirituais encarnarem e concretizarem suas missões em um mundo material.  Mas muito mais que isso: Enquanto consciências astrais, mesmo estando encarnados em corpos materiais, mas ao exercermos nossa Divindade somos capazes de criar novas consciências em uma relação sexual, mesmo que não haja a concepção de uma nova vida material.  E mais uma vez, cada um tem uma libido única, criadora, e que merece todo respeito.


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Relação Sexual

Para que haja uma relação sexual plena e elevada, é necessário resgatar nossa inocência de criança.  É necessário sermos inteiramente quem somos e estarmos totalmente despidos de qualquer condicionamento imposto.  É necessário estarmos totalmente desnudados, não só de nossas roupas, mas também de espírito.  Apenas você, seu parceiro ou parceira, e o Amor Incondicional que sentem um pelo outro.


E tudo deve acontecer de forma espontânea, e sem regras.  Apenas a vontade de se tocarem e celebrarem seus corpos do jeito que são, sem máscaras ou disfarces.  Apenas beijos, abraços, massagens, cheiros, sussurros, toques, olhares.  Sem regras e sem limites, a qualquer hora, em qualquer lugar.

Não deve haver hora para um abraço.  Não deve haver lugar para um beijo quente.  Não pode haver oportunidade certa para um gostoso orgasmo e aquela troca amorosa de uma energia que deve se manter fluindo a qualquer hora do dia ou da noite!


E esqueçam-se das horas, dos problemas, do mundo a sua volta.  Vocês são o mundo em si!

Sexo

De agora em diante, Sexo significa Celebração!

Celebração do milagre da vida, corpórea e extra-corpórea.  Celebração do corpo.  Celebração dos sentidos, de tudo aquilo que um corpo nos permite saborear, experimentar, cheirar, sentir, degustar, ver.


Sexo é celebração da vida, e isso deve ser feito com total liberdade e Amor incondicional.

Celebre seu corpo.  Celebre-o em sua totalidade.  Celebre seus braços, seus cotovelos, seus ante-braços, suas mãos, seus dedos. 

Celebre suas pernas, seus pés, seus joelhos, suas coxas.  Celebre seu peito, seus seios, seu coração, seu abdômen, seu umbigo, seus mamilos.  Celebre seu rosto, seu nariz, seus olhos, sua boca, suas bochechas.

Por último, mas não menos importante: celebre seus quadris, suas nádegas, seu ânus, a dobra entre as nádegas, sua cintura, seus genitais. 



sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Almas Gêmeas

Esse é um assunto que já esteve muito em evidência por volta da década de 70 e 80, após a grande revolução sexual da década de 60 e de todo o movimento Hippie que se seguiu a isso.  Mesmo ao longo da década de 80, muitos ainda sonhavam em encontrar sua Alma Gêmea.

Nas décadas seguintes isso foi sendo desacreditado, para só agora, à partir de 2012, o assunto voltar à tona em inúmeros textos canalizados que vem sendo publicados em blogs diversos.

Mas ao invés de entrar no mérito de definir o que são Almas Gêmeas, eu pretendo aqui fazer uma análise do que tem sido o comportamento humano com relação ao sexo, para depois explicar a principal razão desse assunto estar voltando à tona.


Temos falado ao longo dos últimos textos sobre os novos aspectos que estão sendo delineados para a Sexualidade dessa Nova Era que se inicia, e é claro que não poderíamos deixar de falar no aspecto essencial de como se inicia um novo relacionamento amoroso, independente de estarmos falando de um relacionamento heterossexual ou homossexual.

Ao longo de todos esses anos, sempre se discutiu de que forma devemos "conquistar" um novo Amor.  É importante dar ênfase ao termo "conquistar", porque em grande parte é nisso que reside o grande problema da dinâmica de todos os relacionamentos, e a principal razão da grande maioria não dar certo.

Muitos livros de auto-ajuda foram lançados com o intuito de ajudar homens e mulheres, procurando lhes mostrar a melhor forma de "conquistar" um novo Amor.  Questões como "O que as mulheres mais gostam nos homens?", ou "O que os homens mais gostam nas mulheres?", ou "Como se tornar um conquistador infalível", tudo isso sempre teve o intuito de nos ajudar a, mais uma vez, CONQUISTAR um novo Amor.

Mas por que insisto tanto em enfatizar o termo CONQUISTAR?

Vamos analisar o significado do termo.  Através do Dicionário Aurélio de Português contemporâneo, temos a seguinte explicação:

CONQUISTAR

[Do lat. vulg. *conquisitare, freq. de conquirere.] Verbo transitivo direto.

1.Submeter pela força de armas; vencer, subjugar: Carlos Magno conquistou grande parte da Europa e foi coroado pelo Papa Leão III Imperador do Ocidente.

2.Submeter, vencer, subjugar.

3.Adquirir à força do trabalho; alcançar; obter por mérito: Conquistou, na velhice, a fama de sábio.

4.Granjear, adquirir, ganhar (amizade, amor, simpatia, etc.): Tudo faz para conquistar as boas graças do chefe; Conquistou, enfim, o amor daquela mulher.

5.Fam. Obter a simpatia, e/ou o amor, e/ou o respeito de (alguém): Tanto fez que conquistou o chefe.

Analisem bem o significado da palavra.  Em todas as definições, a idéia de "POSSE" está claramente subentendida.  Ou será que estou errado?

Entendem meu ponto de vista?  Conquistar um novo Amor sempre encerrou uma idéia de posse, de possuir alguém.  E o grande problema é que nem sempre, ou melhor dizendo, quase nunca havia a preocupação de saber se havia correspondência desse Amor.  Todo relacionamento sempre foi iniciado baseado no "Desejo" de possuir alguém, fosse por características físicas, de beleza física, fosse por características psicológicas que no geral nós não conseguíamos desenvolver em nós mesmos, mas admirávamos na pessoa desejada!  Ou mesmo por questões financeiras, pelo desejo de ter uma vida melhor ou mais conforto na vida.

Muitas motivações diferentes, mas a idéia de posse era constante.  E em um relacionamento forçado desses, onde um expressava Amor por aquilo que desejava, e tentava de tudo para convencer a pessoa desejada, fosse por demonstração de força e poder, ou mesmo pelo simples convencimento de que era alguém que valia a pena ter uma chance, isso sempre acabou em relacionamentos onde não havia correspondência de Amor verdadeiro, mas sim de demonstração de "Poder sobre" alguém.  Alguém sempre acabava dominando o relacionamento, e a parte dominada precisava simplesmente obedecer, ou mesmo se modificar para se adequar ao relacionamento, de acordo com a vontade da parte dominante, para que o dominado nunca perdesse a "Pessoa Idolatrada".

Na questão de um relacionamento que era estabelecido à base de uma demonstração de poder, no geral da parte masculina do relacionamento, o que sempre se seguiu era um relacionamento de Tirania sobre a parte dominada, uma relação muito mais de medo do que propriamente de Amor.  E a parte dominada se mantinha subjugada na esperança de que seu "Amor" (Nesse caso, sempre se tratou muito mais de uma falta de auto-estima, do que propriamente Amor) fosse "Curá-lo" de alguma forma, e que através do poder transformador do "Amor", ele se modificaria ao longo do tempo.

Quantos relacionamentos abusivos foram construídos baseados nesses princípios de conquista...

Mas vamos finalmente considerar a grande Verdade do Amor: Isso simplesmente acontece!


Já vi muita gente dizer que "Depois que vira amigo, não tem mais como virar namoro."  Por que não?  Se a Energia Sexual, que é uma Energia sagrada, Divina, e que faz parte de todos nós, por que isso não pode nascer de uma relação de amizade?

É evidente que vamos continuar selecionando nossos parceiros de acordo com o padrão de beleza que cada um de nós carrega consigo.  Cada um sabe muito bem aquilo que o atrai mais, independente de qualquer padrão de beleza que possa ser estabelecido pela sociedade vigente, muito embora isso seja algo que certamente irá deixar de existir.  A Beleza, como um todo, ainda é algo que nos atrai e nos encanta, e isso não tem que deixar de ser.  Mas as uniões devem nascer de simples relações de amizade, sempre!

A coisa é muito mais simples do que sempre imaginamos.  Nós, enquanto Seres Humanos manipulados e controlados, é que sempre complicamos tudo!

Devemos simplesmente Sermos quem nós viemos aqui para Ser, e devemos Ser abertamente, para que todos vejam quem nós realmente Somos.

Claro que para isso devemos nos conhecer profundamente, e essa deve ser nossa prioridade número um.  Auto-conhecimento é a chave para tudo, e é isso que fará toda a diferença à partir de agora.

Nossa sociedade adoentada sempre nos ensinou a nos proteger e a nos esconder de tudo e de todos, e apenas nos mostrarmos para aqueles que verdadeiramente desejávamos conquistar, aqueles que verdadeiramente valiam a pena.  Mas para essa Nova Era centrada no Amor Incondicional, isso tem que ser diferente, já não haverá mais a necessidade de tanta proteção, uma vez que estaremos vibrando nas freqüências mais altas do Amor Incondicional.  Portanto, teremos que simplesmente Ser!

As relações de Almas Gêmeas tornar-se-ão o novo padrão de relacionamento na Nova Era pura e simplesmente porque passaremos a nos preocupar em simplesmente Sermos quem nós Somos de verdade, sem medo ou vergonha, e também porque estaremos transbordando Amor Incondicional.  Como sempre disse o Cristo, devemos nos Amar Incondicionalmente e totalmente, antes de podermos ser capazes de amar ao próximo.  Isso será uma lei de agora em diante.  Nossa sexualidade será transbordante também, uma vez que ela nascerá de dentro de cada um de nós, e não deverá ser buscada fora.  Masturbação deverá se tornar um hábito, uma vez que "Amar a si mesmo" passará a ser uma rotina diária.

Uma vez que nos preocupamos em simplesmente Ser, e expressamos isso abertamente para todos a nossa volta, isso atrairá almas afins que se identificam com aquilo que expressamos, e é à partir dessas novas relações de amizade que criamos com todos a nossa volta que os futuros relacionamentos amorosos serão criados.

Por isso torna-se tão importante entendermos o conceito de "Almas Gêmeas", pois elas simbolizam o futuro dos relacionamentos amorosos.



terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Solidão de um Casamento

Vítimas da sociedade.  Muita gente certamente já escutou muito esse termo, no geral usado para "defender" criminosos menores de idade, que na verdade não têm nada de vítimas.  São como são por escolha própria, mas como vivemos em uma sociedade que os define dessa forma, se aproveitam disso para se manterem livres e cometendo sempre os mesmos crimes.

Análises criminalistas à parte, eu gostaria de falar das "Verdadeiras" vítimas da sociedade, daqueles que seguem as regras ditadas pela sociedade e ainda assim sofrem as conseqüências de estarem fazendo "As Escolhas Certas".  Será que estão?

Quando se fala na solidão causada por um casamento, isso pode soar um tanto quanto contraditório, talvez até um pouco improvável, mas isso é muito mais comum do que se pode imaginar.  E acreditem, certamente não é algo que ninguém escolha sofrer!  Mas acontece.  E tudo por não seguirmos nossas próprias escolhas, mas sim as imposições da sociedade.


Vamos a algumas observações comumente encontradas na nossa sociedade:

"Nossa, já está uma mocinha!  Já pode casar!"

"Já virou um homem, pode se casar."

"E quando vou conhecer sua namorada?", ou então "Quando vou conhecer seu namorado?"

Vamos então considerar um casal que já tenha se casado.  Nesse ponto, temos os seguintes comentários:

"Quando vão ter filhos?"

"Quero conhecer meus netos enquanto estiver viva!"

Quem já não "sofreu" esses comentários?  Estamos tratando aqui das "leis" da sociedade comum, e muitos crescem acreditando que esse é o caminho da felicidade: Primeiro encontra um namorado ou namorada "adequados", depois marcam a data do casamento, ficam noivos e já começam as exigências da cerimônia e festa de casamento!  Então se casam e viajam para a noite de mel.  No geral a sociedade já cobra que nessas noites de "Lua de Mel" já aconteça a concepção do filho/filha.  Senão, essa passa ser a nova cobrança da sociedade, a nova "Lei" a ser cumprida!

Para a grande maioria da sociedade, viver se resume a estudar, se formar, começar a trabalhar, namorar, se casar, ter filhos, criar os filhos, vê-los partir, envelhecer e morrer.  Só isso!  Sonhos?  Esqueça!  Já os cumpriu.  Casou, teve os filhos... Agora é só esperar pelos netos e curti-los!

Mas onde entra a solidão do casamento?  Ao longo de toda a sua vida de casado!  E estamos falando de muitos anos...

A sociedade convencionou de acreditar que "Solidão" é algo ruim, e que para ser verdadeiramente feliz, a pessoa tem que se casar, ter filhos, etc.

E a solidão de um casamento acontece na medida em que cada parte desse relacionamento, depois que se casam, passam a cumprir "funções específicas".  Um será o provedor financeiro, e o outro cuidará da casa, das crianças.  Existe um certo "casamento dentro do casamento", onde o pai ou a mãe (Na vida moderna existe a "flexibilidade" desses papéis.  Se antigamente apenas a mãe ficava em casa cuidando da casa e dos filhos, hoje existe a possibilidade disso ser cumprido pelo pai.  Mas a história não muda muito por conta disso!) se "casam" com os filhos depois que esses nascem. 

Mas e o casamento original?  Vai se distanciando cada vez mais, uma vez que o papel daquele que mantém a saúde financeira da família é se dedicar ao máximo para conseguir cada vez mais conforto e luxo para a família.  Logo, esse "mantenedor" tem cada vez menos tempo para a família.  Portanto, quem fica em casa só pode contar com a companhia dos filhos!

E quando eles começam a estudar?  Aí a solidão de torna mais presente!

Entendem onde está o problema?  Ninguém nunca nos ensina que a solidão será algo que fará parte das nossas vidas de uma forma ou de outra.  E todos só nos ensinam que isso é ruim!

Será que é?  Senão, vejamos: uma pessoa que não se casa, pode morar sozinha em uma casa ou apartamento, ter seus próprios hábitos, fazer seus próprios horários, tem tempo de sobra para si mesmo, pode ver muitos filmes, pode andar nu pela casa, pode até dormir nu se quiser!  Pode sair de casa para ir aonde quiser, pode também ficar em casa se essa for a vontade dele/dela.  Pode meditar, pode estudar o que tiver vontade de estudar, considerando que já tenha sua vida profissional formada e em exercício, pode ouvir a música que tiver vontade de ouvir, em alto volume...  Claro, desde que não incomode os vizinhos!  Mas se for uma festinha com os amigos... Me perdoe o vizinho!

Ruim isso?  Eu interpreto como "Liberdade"!  Lembram disso?  Já tenho falado sobre esse conceito inédito...

Solidão só é ruim para quem nunca soube o que fazer com ela, porque ela pode ser sinônimo de liberdade!


E a solidão de quem é casado?  Pode se dar ao luxo de sair de casa a hora que quiser?  Ih, não!  Tem que cuidar de passar as roupas das crianças e do marido ou esposa.  Também tem que ir ao mercado para fazer comprar, tem que levar e trazer as crianças da escola, tem que lavar a louça, fazer a comida, arrumar a casa...

E o maridão/esposa, depois que chegar em casa?  Aí vai ser legal, poderemos nos divertir!

Mas depois que ele/ela chega, estão tão exaustos de um dia de trabalho estressantes, em que tiveram milhões de tarefas para cumprir, que não vão ter disposição para "Se divertir" com quem ficou em casa, que também certamente se encontra exausto!

Será que todas essas tarefas preenchem a vida de alguém?  Não parece mais uma escravidão?

Mas a sociedade sempre disse que só podemos ser verdadeiramente felizes se nos casarmos!

Será que a "Sociedade" tem mesmo razão nisso?  Não é melhor repensar esses valores?

Entendem agora a questão dessa Solidão?  Quem se casa nunca tem tempo para si mesmo.  A menos que algumas regras impostas pela sociedade sejam quebradas, como por exemplo escolher não ter filhos! 

É, isso já ajuda.  Mas existe um "Porém" que vou deixar para discutir em outro texto.



sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Bissexualidade

Liberdade.

Esse certamente será daqueles "textos perturbadores", pois vou falar do exemplo maior de liberdade, em termos de sexualidade.  Tão perturbador, que perturba tanto Heterossexuais, quanto Homossexuais.  Na velha necessidade criada no mundo em que vivemos de classificar, separar, distinguir, os bissexuais ousaram transcender isso e juntar, unir!


"Eu me apaixono pela pessoa, não pelo seu órgão genital."  Esta frase foi pronunciada por um personagem presente na segunda temporada da série "Sense8", produzida pelo Netflix.  É uma série de televisão norte-americana, de ficção científica dramática, brilhantemente dirigida, escrita e produzida por Lilly e Lana Wachowski e por J. Michael Straczynski.

Essa série aborda o tema do "Todos Somos UM", mas dividindo em grupos de 8, onde esses 8 seres, um dado dia, começam a descobrir que conseguem ter conexão telepática entre si, a ponto de compartilharem seus conhecimentos mais íntimos, e mesmo assumirem as habilidades uns dos outros, dependendo da necessidade de cada um.


Independente de qual seja a trama da série, a frase traduz brilhantemente a idéia da bissexualidade.

Bissexuais são o futuro da humanidade.  São Seres que já tiveram inúmeras encarnações, seja como homens ou como mulheres, exercendo a seu tempo a libido correspondente, considerando cada um desses planos encarnatórios, e simplesmente transcenderam essa divisão.  Conquistaram ao longo dessas encarnações tal equilíbrio de suas polaridades masculino e feminino, que hoje simplesmente são capazes de manter relacionamento sexual com qualquer Ser, independente se macho ou fêmea.

Eu sei, a essa altura já tem muita gente pensando: "Sem essa!", "Impossível!", "Besteira!"

Outros vão pensar: "Eu sou homem, só me sinto atraído por mulheres!", "Isso é homossexual que não se assume!", "Eu sou mulher, só quero saber de homens!", ou ainda "Eles são é um bando de indecisos, isso sim!"

O velho preconceito humano...  A velha necessidade de classificar, dividir, separar em grupos.

Onde está a união?  Onde está o "Amai ao próximo, assim como amas a si mesmo, incondicionalmente"?  Onde está o respeito pelas diferenças?  Onde reside nisso o respeito pela liberdade de Ser de cada um?


O fato é que um Ser Bissexual é normalmente rejeitado por homossexuais e heterossexuais por uma única razão: ser trocado por alguém do sexo oposto.  Ninguém é capaz de aceitar esse tipo de troca.  Todos se fixam na idéia de se sentir frustrado por não ter sido bom o suficiente, ou de ter sido incompetente a ponto da pessoa preferir alguém do sexo oposto para se sentir melhor.

Onde está o "Viver o momento"?  Onde está o "Viver a relação"?  Por que se preocupar tanto com o futuro?  Será que não é possível simplesmente aceitar que a pessoa em questão simplesmente está buscando uma relação diferente, uma experiência diferente?  Afinal de contas, todos nós somos únicos em si, independente se homem ou mulher.

Lembram das diretrizes que estabeleci no texto anterior?  Vamos recapitulá-las:

Devemos ter respeito primordialmente a quatro coisas fundamentais:

1.      Nossa Consciência: Essa, certamente, é a parte mais importante.  Termos total respeito a nossa consciência de sermos Divinos, sermos Seres co-criadores, portanto parte muito importante da grande Obra Divina, e não apenas espíritos dentro de um corpo de carne.  Faz-se muito importante, à partir de agora, de termos a mais absoluta consciência de sermos Seres Astrais fazendo uso temporário de corpos materiais.

2.      Nosso Corpo: Enquanto Seres encarnados, e tendo a consciência de sermos Divinos, é muito importante que tenhamos verdadeiro Amor pelo veículo de carne que nos é fornecido para podermos fazer parte da criação Divina de um mundo material.  Portanto, devemos ter a consciência que nosso corpo é um veículo inteligente projetado para nos servir em sua totalidade, e como tal merece ser totalmente amado e respeitado. E por que não dizer, celebrado!

3.      Nossa Liberdade: Todos são Seres livres e únicos.  Tirando o fato de Sermos UM com o todo da criação Divina Universal, temos nossa identidade que nos torna únicos e livres para assumirmos as nossas características particulares.  Temos o direito de ir e vir como qualquer Ser Livre, e temos o direito de primogenitura de sermos Divinamente felizes.

4.      Nossa Libido: Como consciências encarnadas em um corpo, somos Seres sexuais por natureza, pois é dessa forma que nos reproduzimos e criamos novas oportunidades para mais Seres espirituais encarnarem e concretizarem suas missões em um mundo material.  Mas muito mais que isso: Enquanto consciências astrais, mesmo estando encarnados em corpos materiais, mas ao exercermos nossa Divindade somos capazes de criar novas consciências em uma relação sexual, mesmo que não haja a concepção de uma nova vida material.  E mais uma vez, cada um tem uma libido única, criadora, e que merece todo respeito.

Para os bissexuais, isso não muda!


Eu vou mais além: por quê que eu digo que eles constituem o futuro da humanidade?  Porque na verdade, o termo "Bissexual" ainda implica a existência de uma "Bipolaridade", de dois pólos, enquanto que o conceito de "Nova Era" requer uma unificação de tudo, prega o fim das polaridades.  Portanto, o melhor a se dizer desses Seres "Bissexuais", é que eles são simplesmente "Seres Sexuais", ou seja, Seres que transcenderam por completo a diferença entre os sexos e são capazes de Amar, de forma espiritual e física, qualquer um, seja Homem ou Mulher.

Não é lindo isso?

Pois eu digo que sou profundo admirador desses Seres, exatamente por terem essa capacidade de amarem qualquer um, pois isso é o que representa o verdadeiro Amor Divino, que não distingue raça, cor, credo, ou mesmo sexo!

"Ah, mas eles são promíscuos!"

Sei que muita gente, quando se fala de bissexualidade, imagina logo uma situação de "Ménage à Trois".  Mas eu digo que esse é um conceito totalmente equivocado.

Ser bissexual não significa, de forma alguma, manter relações sexuais simultâneas com mais de um parceiro ao mesmo tempo.  Ser bissexual significa que a cada relacionamento que essa pessoa tiver, o novo parceiro poderá ser um homem, ou uma mulher, e é exatamente isso que causa pânico em homossexuais e heterossexuais! 

Isso não é manifestação do Ego?  Será que justifica ter tal medo?

Quem tem auto-conhecimento de si mesmo, não tem necessidade alguma de ter tal medo, pois se a pessoa tem pleno conhecimento de si mesmo saberá que as razões para o término de um relacionamento não está necessariamente ligada a qualquer tipo de incompetência sexual por parte de nenhum dos parceiros, mas sim de razões de incompatibilidade devido a características comportamentais, ou simplesmente porque os parceiros envolvidos no relacionamento resolveram seguir caminhos diferentes no seu processo evolutivo, razões pura e simplesmente de maturidade, e não de incompatibilidade sexual.

Isso é que precisa ser primordialmente compreendido nessa situação.  Porque, no final das contas, ser Bissexual significa ser totalmente livre para escolher a experiência sexual que mais lhe cabe em determinado momento, por sua inteira e livre escolha.  E ser bissexual significa ter um universo mais expandido de relacionamentos, o que lhes garante uma diversidade maior de experiências.


Algo realmente para as gerações futuras.  Mas é bom já ir exercitando a aceitação desse tipo de "Diferenças"!